edição 2010 da Maratona de São Paulo aconteceu neste domingo, com céu azul, calor e com a expectativa de quebra de recorde, tanto entre os homens, quanto entre as mulheres. No masculino, o queniano Stanley Biwot chegou em primeiro, mas ficou a três segundos da melhor marca, enquanto no feminino Marizete Moreira faturou o bicampeonato, também sem recorde.
São Paulo - O dia amanheceu ensolarado na zona sul da capital paulista e logo cedo os cerca de 20 mil atletas já se concentravam na Avenida Jornalista Roberto Marinho, local da largada. Além dos 42 quilômetros, o evento teve ainda uma disputa de 25 quilômetros, uma de 10 e uma caminha participativa de três.
Os cadeirantes foram os primeiros a largar, às 8h15, enquanto a elite feminina partiu às 8h15. Às 9h o tiro de canhão do exército anunciou a saída da elite masculina e do pelotão geral, que correram em direção à Ponte Estaiada (Octávio Frias de Oliveira), um dos cartões postais da metrópole.
Na disputa feminina, Marily dos Santos partiu para a briga logo no início e assumiu a ponta, deixando para trás a etíope Dabele Nega e a brasileira Sueli Vieira. Mostrando força e consistência, Marily foi abrindo caminho a cada quilômetro e tudo indicava que ela ganharia mais uma prova na carreira.
Os locutores da prova já anunciavam a vitória da alagoana como certa, mas na passagem do quilômetro 40 ela começou a dar sinais de desgaste. A todo o momento batia nas pernas para tentar relaxar a musculatura, respirava de forma mais ofegante e passou a diminuir o ritmo na saída do último túnel.
Ela ainda tentou um último suspiro, mas foi facilmente ultrapassada por Marizete Moreira, Margaret Okayo e Adriana Aparecida da Silva, que fizeram uma prova mais conservadora e atacaram no final. Marizete cruzou com 2h39min26, não bateu o recorde pertencente à Maria Zeferina Baldaia (2h36min07 em 2002), mas ficou com o bicampeonato.
“Assim como no ano passado, senti muitas cólicas durante a prova, então a vitória foi uma superação total”, conta a campeã. “Essa Maratona é muito difícil, então não adianta sair forte no começo. Eu e a Okayo ficamos cozinhando e ganhando posições, no túnel vi a Marily e passei”, completa.
A segunda colocação ficou com a queniana Margaret Okayo, ao marcar 2h40min23 e a terceira Adriana Aparecida da Silva, com 2h40min56. “Apesar das subidas, gostei do percurso”, conta Okayo. “Foi minha primeira maratona na temporada e estou satisfeita com o resultado. Foi minha primeira prova na América do Sul e espero voltar ano que vem para vencer”, completa.
Já para Adriana, a estreia no percurso paulista não poderia ter sido melhor. “Dentro do que eu treinei, estipulei um ritmo para competir. No início fiquei para trás respeitando meu ritmo e aos poucos recuperei as posições”. Segundo ela, o percurso é muito duro. “Quem completa aqui, ainda mais com esse clima de calor, é um grande mérito”.
Marily precisou ser atendida pelos médicos na chegada e estava visivelmente chateada por ter perdido o título nos quilômetros finais. O treinador de marido dela, Gilmário Mendes, acredita que a pupila exagerou na dose para dar um presente de aniversário a ele, que completou mais um ano de vida no dia da competição.
Homens - No masculino a expectativa pela quebra do recorde era ainda maior, já que além do percurso com menos subidas, eles tinham a favor a presença de dois coelhos para puxar o ritmo, os quenianos Mathew Chemboi e Mark Korir. Nos primeiros quilômetros, Gilberto Silvestre Lopes chegou a andar na frente, mas logo foi ultrapassado pelos quenianos.
Stanley Biwott, Jonathan Kosgei e Philip Biwot passaram a marca da meia maratona com 1h04min20, indício de que fariam o melhor tempo da prova. Eles tiveram a companhia do brasileiro Anoé Dias, que resistiu bravamente e até tentou correr na mesma passada dos africanos, mas logo foi ultrapassado.
Stanley se desgarrou de seus compatriotas nos quilômetros finais e completou com o tempo de 2h11min21, três segundos acima da marca estabelecida por Vanderlei Cordeiro de Lima em 2002 (2h11min19). Jonathan foi o segundo com 2h12min13, enquanto Philip foi o terceiro com 2h14min08. O melhor brasileiro foi Marcos Alexandre Elias, na quarta posição (2h19min45).
“Fui muito bem na primeira metade, mas sofri muito depois”, conta o campeão. “Foi difícil devido às muitas subidas e descidas e também devido ao calor. O meu objetivo era apenas chegar em primeiro, não estava me importando muito com o recorde, por isso não dei um sprint final”, completa.
O calor também foi um adversário para o segundo colocado.“A prova foi boa, mas o sol castigou. Estava muito calor para mim”, relata Jonathan. “Os túneis também foram complicados, pois são muito longos e as pernas ficam cansadas ao final”, completa.
A mesma opinião sobre o clima é compartilhada pelo terceiro colocado, Philip. “Foi uma prova difícil, principalmente pelo calor. Prefiro um clima mais frio para correr”. Quem se disse contente com o resultado, foi Marcos Alexandre, que fez uma prova consistente para ser o melhor brasileiro. “Corri junto até o quilômetro 25, depois parti para cima e consegui superar os outros brasileiros. Os quenianos abriram muito no começo da prova, então não deu para alcançá-los”.
Esse ano a prova ofereceu diversas bonificações extras em dinheiro aos melhores colocados, além de um pódio extra apenas para os canarinhos. Em 2011, os brasileiros e estrangeiros prometem vir com força total para mais uma vez tentar melhorar as marcas da disputa paulistana.
Fonte: WebRUN
Amadores driblam calor e outras dificuldades na Maratona de São Paulo
No último domingo (02/05) 20 mil pessoas se reuniram na região da Avenida Jornalista Roberto Marinho para a disputa da Maratona Internacional de São Paulo, prova que teve ainda distâncias de 25, dez e três quilômetros. Deste número, centenas de milhares driblaram o calor e outras dificuldades para completar os 42 quilômetros.
São Paulo - O dia amanheceu sem nuvens e o sol das primeiras horas da manhã já indicava que a 16ª edição da Maratona paulista seria disputada com forte calor. Mais uma vez, por determinação da emissora de TV que transmite o evento, a largada aconteceu às 9h, horário considerado tardio em comparação com provas estrangeiras.
O tiro de canhão do Exército Brasileiro anunciou oficialmente o começo da disputa, que esse ano teve mudanças no percurso. Diversos trechos de subida dentro da USP foram retirados e, no lugar, entraram trechos mais planos das Avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek.
A cada hora decorrida, o calor e o percurso seletivo eram adversários extras, tanto para amadores, quanto para a elite. Os primeiros colocados chegaram pouco antes do meio dia, mas a grande massa ainda tinha um longo caminho para percorrer até a região do Parque do Ibirapuera, local do encerramento.
Cruzar a linha de chegada nessas condições foi uma vitória pessoal para cada um e as comemorações foram as mais diversas. Alguns tinham fôlego para um sprint final, outros encontravam forças para um salto, abriam os braços e agradeciam, ou até se desmanchavam em prantos.
Impressões - Corredores de todas as idades, experientes ou novatos dividiam a alegria de mais um desafio deixado para trás. “Essa é uma prova legal, mas poderia largar uma hora mais cedo. Disputei aqui ano passado e achei a mudança boa, pois correr dentro da USP era um pouco enjoativo”, conta Marco Franco. Nos metros finais, ele teve a companhia de seu neto Cauã, de quatro anos.
Quem também teve companhia foi José Carlos Antunes, que trouxe seu filho Gabriel, de sete anos, para cruzar a linha de chegada. “O clima estava muito seco, mas valeu a pena. Foi minha sexta vez, achei que tinha mais água do que nos outros anos e a cada edição a organização melhora um pouco”.
Já Tatiane Silva estava eufórica por ter completado sua primeira maratona na vida. “Foi ótimo, muito gostoso”, conta. “As partes mais difíceis foram os túneis, que ficam muito abafados. Em compensação, adorei todas as retas”, completa.
Enquanto Tatiane cruzava pela primeira vez uma prova de 42 quilômetros, o experiente Francisco Lima completava a sexta prova da distância em sua carreira. “O que interessa é chegar. Coloquei na minha cabeça que queria fazer 3h37min, cheguei em 3h47, mas para mim foi bom”, relata o competidor de 77 anos, natural de Goiânia (GO).
Resultados - Segundo os resultados oficiais da organização, 3.001 corredores finalizaram a disputa, entre homens e mulheres da categoria geral e os deficientes. Em 2009 foram 2.815 finishers, enquanto em 2008 foram 2.720.
fonte: WebRUN
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Parabens crica
ResponderExcluirExcelente Post.
Ruim mesmo foi assistir pela TV
essa era uma pra gente correr os 10k